ALGUMAS MANEIRAS DE MELHORAR A CONVIVÊNCIA NO CONDOMÍNIO.

8 de fevereiro de 2017

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Entre as diversas tarefas da administração condominial, podemos citar a gestão de conflitos como uma das mais exaustivas. Problemas com inadimplência, discussões sobre direitos de vagas na garagem e os “ensurdecedores” problemas com barulhos são algumas das principais causas de reclamações e brigas entre moradores.

Os problemas, na verdade, não são os conflitos em si, uma vez que vivemos em sociedade e as diferenças de opiniões e atitudes são inerentes à nossa condição social. Por quê? Pelo simples fato de que cada pessoa pensa de uma maneira e teve educação comportamental distinta.  A questão pode, sim, estar na forma como a criação da cultura do condomínio é gerenciada.

A possível solução, portanto, está na comunicação. E esta se divide em duas etapas: a precaução e a forma da resolução do conflito.

 

A Precaução

Cada condomínio tem suas próprias regras, estabelecidas em assembleias. Nem todos os moradores participam dessas reuniões. Novos condôminos sequer sabem que possa existir um manual de convivência. É preciso divulgar para os moradores “como as coisas funcionam por aqui”.

Conhecer as regras é o primeiro passo. Faça com que os condôminos saibam as normas de convivência. O melhor meio é a divulgação do Regulamento Interno, que deve conter todas as regras estabelecidas pelo condomínio.

Por exemplo, sobre o barulho. Esclareça não apenas dados sobre os dias e horários permitidos, mas também os tipos de ruídos que podem ser feitos.

É preciso estabelecer regras sobre animais de estimação, como portões de acesso, utilização de elevadores específicos e limpeza de áreas comuns.

Por mais que esse assunto seja polêmico, é preciso que os condôminos eduquem suas crianças. Cuidados em playgrounds e demais áreas de lazer, bem como horários para suas utilizações, devem ser registradas.

É óbvio, mas necessário lembrar que funcionários devem ser tratados com educação. Campanhas educativas descontraídas estimulam essa cultura e melhoram a convivência também entre condôminos.

O uso das áreas comuns por visitantes, como piscinas e academias, é outro assunto que costuma causar divergências entre os moradores, mas que podem ser facilmente evitadas. Cada condomínio tem sua regra específica e a presença de visitantes nos locais varia de acordo com o regimento interno. Vale sempre lembrar que as áreas comuns não são propriedade de nenhum condômino em especial, e, por isso, existem as normas de uso e comportamento que foram aprovadas pela maioria em assembleia e devem ser cumpridas por todos.

Na garagem os moradores precisam saber que buzinar é incômodo, que se deve utilizar luz baixa nos faróis, obedecer ao limite de velocidade e que as vagas precisam ser respeitadas. Os condôminos não devem usar vagas como depósito. É preciso criar a cultura da responsabilidade, pois sempre acontecem acidentes, como arranhar o carro do vizinho. Estimule os moradores a deixarem bilhetes avisando sobre o ocorrido, além de informarem o zelador.

Há também os problemas de elevador. Quem sai? Quem entra? A boa educação diz que a saída precede a entrada, mas talvez aquele morador mais afoito não tenha pensado nisso. Vale a pena deixar uma comunicação amigável para criar esse hábito cordial.  Estabeleça, também, as regras de utilização de elevadores sociais e de serviço.

No regulamento interno, divulgue as normas para utilização de academias, piscinas, saunas e salões. Também deixe detalhes sobre as responsabilidades quanto às coletas de lixo.

Essas e as demais regras que seu condomínio possuir devem ser constantemente divulgadas, sempre de forma amigável, como recurso preventivo.

 

A forma

Não adianta criarmos a ilusão de que apenas a prevenção vai eliminar todos os problemas de convivência. Vai diminuí-los, com certeza, mas sempre ocorrerão eventualidades.

A recomendação nesses casos é cuidar da forma, ou seja, da maneira como a resolução do conflito é tratada. Tenha em mente que viver em sociedade exige um alto grau de tolerância e tato. Uma boa conversa, na maioria dos casos, ajuda.

Alguns conflitos entre pessoas são facilmente resolvidos entre os próprios envolvidos. No entanto, em casos de atritos mais evoluídos, a presença de um intermediador, como o síndico, pode facilitar a chegada a um acordo. Assumir esse papel é uma responsabilidade que traz o poder de solucionar problemas.  Criar uma cultura com essa tônica vai promover um ambiente muito mais tolerante, feliz e agradável para se viver.

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